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Luxo de Norte a Sul: são condomínios, mas parecem resorts

Postado por BPrime - Property Advisors em 19/01/2026
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Artigo publicado na revista Sábado a 14 de janeiro de 2026, da autoria de Francisco Grilo – Head of Building Consultancy & Management da B. Prime

Não faltam mordomias: piscinas aquecidas, spas, segurança 24 horas. As mensalidades dos condomínios disparam na mesma medida, até aos €3.000, que poucos portugueses podem pagar. Brasileiros e norte-americanos dominam a procura. E há quem viva em antigos cinemas e sedes de jornais, convertidos em habitação de luxo com concierges.

Condomínio 266 Liberdade (Av. Liberdade): Dentro do antigo jornal
A Avenida da Liberdade não tem por onde crescer em nova construção, por isso o luxo dos condomínios mede-se pela história. E há uma incontornável: o edifício do Diário de Notícias, onde até ao fim de 2016 funcionou este jornal e outras publicações do grupo Global Media. O prédio foi vendido na altura à promotora imobiliária Avenue, por quase 20 milhões de euros, que manteve a traça original, mas o converteu para habitação.

Desde 2021, a obra assinada pelo arquiteto Porfírio Pardal Monteiro, e vencedora do prémio Valmor em 1940, tem pessoas a habitar nos 34 apartamentos de várias tipologias (do T0 ao T5, a partir de €400 mil), sendo a maior uma penthouse.

Neste último piso, de 800 m2, outrora uma redação, detido por um industrial estrangeiro, recuperou-se a arquitetura original. Na zona virada para a fachada fica o terraço coberto (200 m2); a meio há outro, mas descoberto (200 m2); e nas traseiras da Rua Rodrigues Sampaio a casa propriamente dita (400 m2).

Por cima, preservaram-se os néons do logótipo do jornal centenário. Encontrar mão de obra qualificada para o restaurar é que foi um desafio, segundo o CEO da promotora Avenue, Aniceto Viegas: “Foi uma pesquisa quase pelo País inteiro, para arranjar o artesão.” Conseguiram, o néon funciona, mas nunca foi ligado, por questões de sustentabilidade, devido aos elevados consumos de energia.

Descendo aos apartamentos, houve outro desafio na fase de projeto: respeitar a volumetria original, sem comprometer a funcionalidade das casas. “Decidimos ter uma arquitetura mais clássica virada para a Avenida Liberdade. As tipologias mais pequenas ficaram naquele miolo central”, prossegue o mesmo responsável.

O hall de entrada com frescos de Almada Negreiros é um dos pontos que os moradores mais elogiam, assim como a porta giratória e o elevador principal. Têm direito a concierge, serviços de portaria, limpeza e manutenção das áreas comuns, inseridos na gestão do condomínio, a cargo da consultora imobiliária B. Prime. Há assim um “conjunto de ofertas similares a um serviço de hotelaria”, frisa Francisco Grilo, responsável de consultoria e gestão de edifícios, da B.Prime.

A penthouse do antigo edifício do Diário de Notícias tem 800m2, metade deles são dois terraços (coberto e descoberto). Os serviços associados ao condomínio incluem a limpeza diária das áreas comuns e um concierge, mordomo dos tempos modernos, presente no edifício durante os dias úteis, das 9h às 18h. “Tem como principais funções, o apoio aos condóminos nas suas necessidades do dia a dia, como receção encomendas, acompanhamento de trabalhos de manutenção nas zonas privadas ou comuns, reporte das condições do edifício e eventuais necessidades, entre outros”, enumera Francisco Grilo. Adicionalmente, “este serviço de concierge pode ser complementado com a rede de parceiros e serviços do B. Exclusive, prestado pela B. Prime”, acrescenta.

No dia a dia, o ambiente do condomínio é “tranquilo, organizado, acolhedor” e, mais recentemente, entusiasta, a propósito da inauguração da loja de roupa Eleventy, a 23 de outubro passado, no rés do chão do edifício. Os moradores foram convidados para o evento da marca italiana, que segue o conceito de quiet luxury em 260 m2 de história.

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