Os escritórios estão de volta
Artigo publicado na edição de junho na revista Vida Imobiliária, da autoria de Carlos Oliveira – Partner – Head of Agency da B. Prime
A expressão inglesa correntemente utilizada, workplaces, ficou datada. As empresas procuram espaços que sejam para trabalhar mas também de socialização e partilha de cultura empresarial.
O impacto no sector foi uma alteração no desenho destes espaços e a valorização da qualidade, localização e desempenho ambiental dos mesmos.
Olhando para os últimos projetos novos ou de total renovação em Lisboa e Porto verificamos que tiveram um bom desempenho comercial ao atrair boas empresas e conseguindo os valores de renda mais elevados do mercado.
Em 2026 espera-se que o sector continue com uma dinâmica de ocupação em linha com 2025 relativamente ao volume de transações e aos valores de rendas, sendo que estas últimas premiarão os melhores edifícios e localizações e tornarão a missão mais complicada para os imóveis que se tornaram obsoletos e com localizações menos acessíveis e com poucos serviços.
A tendência do pré-arrendamento para os grandes ocupantes que se verificou em 2025 irá continuar dada a relativa escassez de oferta nova qualificada o que se traduzirá em algumas transações em edifícios com conclusão prevista até 2028.
Tanto em Lisboa como no Porto a disponibilidade de espaço será mais heterogénea por zona e a amplitude dos valores de rendas e incentivos concedidos tenderá a aumentar.
Acresce que o apetite dos investidores neste sector acentuará o grau de exigência e a necessidade de reduzir risco, procurando essencialmente por imóveis de qualidade, boa localização, que cumpram normas relacionadas com a sustentabilidade e inquilinos premium. O caminho parece assim convergir para todos os intervenientes, construtores, utilizadores e investidores, no sentido de uma modernização e valorização deste tipo de ativos.



