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Sines impulsiona Logística em Portugal

Postado por BPrime - Property Advisors em 22/09/2026
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Até 2029 estão previstos mais 1,1 milhões de metros quadrados, mas ainda será insuficiente para a procura.

O parque logístico em Portugal está a crescer. Até 2029, o sector prevê que sejam adicionados à área atual mais 1,1 milhões de metros quadrados, segundo o relatório “Prime Mile”, da consultora B. Prime. Este número representa mais cerca de 12,5% do que o existente (8,8 milhões, segundo estimativa da consultora) e um dos motores desta transformação é o porto português mais relevante: o Porto de Sines.

Para Jorge Bota, Managing Partner da consultora responsável pelo estudo, este sector tem ganho “maior relevância” dentro do imobiliário comercial porque “os últimos anos têm destacado a importância que a logística tem para as economias funcionarem”. Quando se fala de imobiliário logístico, incluem-se espaços como plataformas logísticas, armazéns ou centros de distribuição para as empresas armazenarem produtos e assegurarem a sua circulação.

Mudança nas rotas

À primeira vista, Portugal pode parecer só um país na ponta da Europa, mas Jorge Bota nota que “deixámos de ser periféricos. Passámos a ser o primeiro país de entrada de muitos produtos que antes vinham via Norte da Europa ou Espanha e que passaram a vir por Sines”.

O relatório nota que, em 2025, Sines movimentou mais de 42 milhões de toneladas de carga, sendo o porto mais importante do país. A sua localização tem ligação direta “com toda a zona Sul e Centro de Portugal”, colocando-o em “grande competitividade” com a Extremadura, a Andaluzia “e em todo o corredor que chega até Madrid”.

“Há mais rotas neste momento para Portugal porque os portos do Norte da Europa, como Roterdão, por exemplo, estão já muito sobrecarregados e não são tão eficientes”, explica o sócio da consultora. “Sines passou a ser uma porta de entrada de navios vindos da América Latina, dos Estados Unidos, de África e alguns até da Ásia.”

Alteração da procura

No primeiro semestre do ano foram absorvidos 199 mil metros quadrados. Em 2025, no total do ano, foram ocupados 484,9 mil metros quadrados – um número bastante inferior aos mais de 790 mil de 2024. Segundo o relatório, estamos perante uma “alteração do padrão de absorção (de espaços)” que reflete “um enquadramento de maior prudência e decisões de ocupação mais faseadas”.

Assim, “projetos concebidos com capacidade de divisão em módulos intermédios, mas simultaneamente aptos a acomodar ocupações de maior escala, tendem a apresentar um perfil de risco mais equilibrado e uma base de procura mais abrangente, podendo tornar-se mais interessantes para os investidores”.

Um desses projetos é o recém-anunciado Benavente Prime Hub, um terreno para desenvolvimento com cerca de 380 mil metros quadrados de área bruta de construção no corredor logístico da Área Metropolitana de Lisboa. Jorge Bota explica que terá capacidade para alojar diversas empresas e considera que é um dos projetos mais relevantes, pela sua área, que irão entrar no mercado nacional.

No sentido oposto encontramos algumas empresas que preferiram “comprar os terrenos e desenvolver as suas próprias plataformas, porque não conseguiam encontrar no mercado algo que satisfizesse as suas necessidades” devido à escassa oferta. A Worten está a construir um centro logístico em Castanheira do Ribatejo com 115 mil metros quadrados.

O futuro do sector

Os investidores são fulcrais para o desenvolvimento do sector, nomeadamente para modernizar o parque e torná-lo mais sustentável, refere o especialista. E foram já investidos €299 milhões nos primeiros seis meses do ano, mais do que em todo o ano de 2025 (€272 milhões).

O estudo destaca a “liquidez e retornos confiáveis” do sector e Jorge Bota sublinha o valor das rendas por metro quadrado: “As rendas subiram significativamente, e isto impulsiona o retorno aos investidores.” Por exemplo, em Lisboa – a zona mais cara e onde já não existe praticamente espaço para novos projetos logísticos – a renda prime (o valor mais alto possível) aumentou mais de 15% entre 2022 e o primeiro semestre de 2026, atingindo os €7,5 por metro quadrado.

Mas mais investimento será suficiente para fazer face à procura? O relatório indica que tem havido uma “ligeira melhoria, impulsionada pelo lançamento de novos projetos”, mas Jorge Bota diz que, “se a economia continuar em crescimento, acho que (a nova oferta) é insuficiente (para a procura)”, e frisa que “ainda há aqui muito espaço para crescer”.

AS MAIORES OPERAÇÕES

Quinta do Barrão – A ID Logistics arrendou à Logicor uma área de 34.722 m² no Barrão Hub, no Montijo.

Panattoni Santarém – No Panattoni Park Santarém há um novo ocupante de 17.900 m², confidencial segundo a B. Prime. Mas em fevereiro foi anunciado que os supermercados SPAR iriam ocupar a área.

Armazém no Cartaxo – A empresa de transportes e logística Luís Simões expandiu-se para o Cartaxo, com a compra de um armazém de 14.668 m².

NÚMEROS

1,1 milhões de metros quadrados deverão entrar em operação até 2029, mais 12,5% do que o existente, aproximadamente


42,1 milhões de toneladas de carga movimentada em 2025 no Porto de Sines, o mais eficiente em Portugal


45% dos 199 mil metros quadrados absorvidos no primeiro semestre de 2026 foram destinados ao sector dos Transportes e Logística


Contacte-nos para bprime@bprime.pt caso queira ler o estudo na íntegra.

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