Supermercados em Portugal: há ainda espaço para crescer?
Tudo indica que sim! A tendência de crescimento na abertura de novos supermercados em Portugal continuará a aumentar. A expansão das várias insígnias rumo a uma cobertura nacional cada vez maior é uma realidade, sendo a procura por localizações com menor presença uma das principais apostas estratégicas do setor.
Esta expansão acelerada resulta da conjugação de vários fatores: a entrada agressiva de novos players internacionais no mercado nacional, a procura constante dos consumidores por lojas de proximidade e conveniência, e um ambiente de forte concorrência e inflação, que dita as estratégias das marcas na conquista de quotas de mercado.
Os principais motores para a contínua abertura de espaços de retalho alimentar passam pelas estratégias diferenciadas das principais cadeias. Estas focam-se na expansão nacional e no reforço da presença em locais estratégicos, com o objetivo de chegar a mais consumidores através de políticas de descontos e promoções para captar e reter clientes. Paralelamente, em zonas com menor cobertura, optam por modelos em formatos de menor dimensão. A mudança de hábitos dos portugueses, que compram mais vezes privilegiando a conveniência, horários alargados e preços competitivos, é também um fator determinante.
Segundo dados apurados pela B. Prime, e apesar do decréscimo no número de aberturas de supermercados no 1.º semestre de 2026 (35 aberturas face às 49 verificadas em 2025), assim como no total de área ocupada (34.585 m² e 43.370 m² respetivamente), confirma-se que a expansão das grandes cadeias de retalho alimentar continua ativa. As diferentes insígnias adotam agora estratégias mais seletivas, investindo não só na ampliação da rede, mas também na sua modernização, diversificação de produtos, fidelização de clientes e em outros formatos de proximidade. A tendência para supermercados de proximidade deve manter-se, com previsões de crescimento de aberturas acima de 20%.



