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Porque é que os edifícios de escritórios novos e mais caros são os que se colocam mais rapidamente ainda antes da sua conclusão?

Postado por BPrime - Property Advisors em 06/07/2026
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A resposta óbvia tem a ver com a procura ser superior à oferta deste tipo de produto.

Numa análise mais profunda temos de perceber o impacto de vários fatores que nos últimos anos criaram uma onde de choque neste sector e que conduzem a este desempenho:

Impacto do trabalho remoto. As empresas sentem necessidade de criar espaços corporativos mais acessíveis, mais eficientes, mais confortáveis e com mais serviços para os seus colaboradores sentirem uma efetiva mais-valia nas deslocações ao escritório

Impacto do pleno emprego e concorrência pela retenção e atração de talento

Impacto do curto raio de ação da nossa rede de transportes públicos que continuam muito centralizados e consequentemente servindo as localizações com terrenos mais caros

Impacto das políticas de sustentabilidade das empresas que as levam a considerar este fator quando escolhem as suas instalações

Impacto de um longo período sem construção nova, excetuando reabilitações profundas no centro da cidade, o que levou a um gap de qualidade entre os projetos novos e edifícios quase obsoletos. Alguns destes últimos vão ser reconvertidos para outros usos ou serão alvo de obras profundas   

Impacto da atratividade de Portugal para instalação de alguns negócios de grandes multinacionais que têm mais capacidade financeira e olham para as rendas dos nossos escritórios como uma boa relação qualidade/preço para instalarem parte da sua atividade internacional   

Há ainda um fator menos impactante e que sempre existiu, que se aplica apenas a uma pequena franja do tecido corporativo, que é a necessidade de afirmarem a sua imagem através da visibilidade e associação aos melhores imóveis e localizações mais valorizadas.

Tudo isto leva os decisores das empresas a estarem disponíveis para pagar mais por um produto que dê resposta as suas principais necessidades e esse produto continua a ser escasso e caro, apesar da oferta em Lisboa e Porto, no seu todo e de forma heterogénea, ter uma disponibilidade próxima de 8% num stock de cerca de 6 milhões de metros quadrados, ou seja, uma oferta disponível nas duas cidades de 480.000 metros quadrados.

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