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O contexto atual do Retalho

Postado por BPrime - Property Advisors em 26/11/2025
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Num cenário de pressões e incertezas socioeconómicas e de conflitos geopolíticos, Portugal mantém-se uma referência atrativa para os operadores que procuram consolidar a expansão das suas marcas e que adotam estratégias de posicionamento diversificadas em diferentes tipos de espaços comerciais.

O setor do retalho demonstra um desempenho positivo em 2025, assumindo novamente a liderança no mercado imobiliário comercial. Esta situação deve-se à conjugação do interesse dos investidores e marcas que procuram investir, contribuindo para melhorias na infraestrutura comercial, com a adoção de estratégias comerciais adaptadas às novas tendências de consumo, bem como ao investimento tecnológico e à adaptação dos espaços às exigências de um consumidor mais racional e pragmático.

O setor do retalho lidera o investimento em imobiliário comercial, sendo responsável por 36% do volume total no fim do terceiro trimestre. Prevê-se que o investimento total neste segmento se aproxime de €3.000 milhões em 2025.

Influenciado de forma significativa pela confiança e pelo contexto económico do país, uma vez que tem um impacto direto no poder de compra dos consumidores e segundo os dados apresentados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o Índice de Volume de Negócios do Comércio registou um crescimento homólogo de 2,3% em setembro, refletindo um abrandamento de 1,1 ponto percentual (p.p.) em relação a agosto.

Em conformidade com o expressivo aumento da faturação do setor, as vendas a retalho registaram um acréscimo de 5,0% (4,4% no mês anterior), evidenciando maior racionalidade na gestão orçamental por parte do consumidor. Este aumento traduziu-se num crescimento de 3,0% no 3.º trimestre de 2025 quando comparado com o ano anterior (3,2% no 2.º trimestre).

O crescimento do setor abrange diferentes formatos comerciais, com destaque para:

  • O comércio de rua mantém-se como o formato preferencial para consumidores e marcas, especialmente em localizações prime. O setor registou o maior número de aberturas (52,0%) recuperando a sua força graças à normalização do tráfego pedonal e do fluxo turístico

Destaque para o segmento de Restauração (Food & Drink), que continua em alta, com um número significativo de aberturas de lojas, sendo que corresponde a 32% do total de aberturas. Deste número de aberturas, é de salientar que 74% correspondem a inaugurações em lojas de rua.

No que diz respeito ao retalho de Distribuição Alimentar, os supermercados detêm uma área correspondente a 26% do volume total de área absorvida em todos os segmentos., entre janeiro e setembro.

Em Lisboa, a escassez de espaços em zonas prime mantém a pressão nos valores de renda, que se fixam em 140,00 € por metro quadrado. No Porto, o aumento do fluxo turístico impulsionou as rendas, que subiram para 80 € por metro quadrado.

  • Os retail parks, que mantêm a sua trajetória de crescimento e continuam a atrair o interesse dos retalhistas, com destaque para as insígnias internacionais de low-cost, que se consolidam como um formato de conveniência seguro, que combina maior diversidade, espaços maiores, proximidade e maior interação com os clientes.

Com valores de renda mais baixos face aos outros formatos e rendas de 12,50€ por metro quadrado, continuam a ser uma aposta segura, tendo-se assistido em 2025 a várias inaugurações e expansões de espaços existentes, o que representa 21% da área absorvida pelos vários setores.

  • Os shoppings continuam a ser o principal destino de compras nas capitais, verificando-se um esforço contínuo de investimento em obras de remodelação e ampliação. O foco está numa oferta diversificada e inovadora, onde a compra física se alia a uma experiência sensorial e concentra num só espaço outros serviços como saúde, bem-estar, espaços de lazer, eventos, cultura, bem como espaços de trabalho versáteis que justifiquem a sua preferência e permanência.

Com taxas de ocupação superiores a 95%, comprovam o sucesso alcançado com a introdução de novas temáticas, que visam atrair diferentes perfis de consumidores.

Estratégias que privilegiam a personalização e a sustentabilidade, alinhando-se à crescente consciência ambiental dos consumidores, estão a tornar-se cada vez mais predominantes. Além disso, a capacidade de resposta rápida às necessidades do mercado é um elemento-chave da competitividade e de sucesso, perspetivando um futuro promissor para o retalho nos próximos anos.

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