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Mercado de Escritórios em Lisboa e Porto – 1º Semestre de 2025

Postado por BPrime - Property Advisors em 30/09/2025
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Lisboa

O mercado de escritórios em Lisboa manteve-se dinâmico no primeiro semestre de 2025, com uma absorção total de 83.835 m², impulsionada por grandes negócios como o pré-arrendamento do Banco de Portugal (32.000 m² em Entrecampos). O que contribuiu para que a zona 2, fosse a zona com mais procura com uma absorção de 43.090 m², seguida da zona 6 com 16.466 m² de área absorvida.

A taxa média de disponibilidade situou-se nos 8,28%, com variações entre 3,96% (Zona 4) e 15,73% (Zona 6), refletindo maior pressão por espaços nas zonas centrais e maior oferta nas zonas periféricas.

O pipeline de novos projetos é robusto, com 282.871 m² previstos até 2028, especialmente nas zonas 3, 6 e 1. A aposta em edifícios certificados (LEED, BREEAM, WELL) reforça a tendência de sustentabilidade no setor.

A renda prime atingiu os 30 €/m²/mês, enquanto a renda média se fixa em 23,00 €/m²/mês.

Porto

No Porto, a absorção foi de 9.515 m² no primeiro semestre de 2025, distribuída por 23 operações, com área média de 413,7 m² por operação. A zona CBD Baixa foi a mais ativa, confirmando a preferência por localizações centrais.

A taxa de disponibilidade manteve-se estável em 8,5%, indicando equilíbrio entre oferta e procura. A oferta total ronda os 425.587 m², com tendência para renovação e modernização dos espaços existentes.

A renda prime atingiu os 20 €/m²/mês, enquanto a renda média se fixa em 16,00€/m²/mês.

Tendências Futuras

O mercado de escritórios em Portugal está a passar por uma fase de transformação, marcada por várias tendências que deverão moldar os próximos anos:

  • Crescimento Sustentado da Oferta Qualificada:
    Lisboa apresenta um pipeline robusto, com mais de 282.000 m² previstos até 2028, e edifícios cada vez mais sustentáveis e certificados. Dos escritórios previstos concluir até 2026, verificamos que 50% já estão pré-arrendados, o que reforça o interesse por edifícios de qualidade, sustentáveis e com certificação.
  • Procura por Localizações Centrais e Flexibilidade:
    Zonas como Entrecampos, CBD Baixa e CBD Boavista mantêm-se como as mais procuradas, devido à acessibilidade e serviços.
  • Pressão Sobre a Renda Prime:
    A renda prime continua a crescer, especialmente em Lisboa, onde atinge os 30 €/m²/mês. No Porto, a renda prime chega aos 20 €/m²/mês, com potencial de valorização à medida que aumenta a procura por qualidade.
  • Taxa de Disponibilidade Estável, mas com Ajustes Locais:
    A taxa de disponibilidade mantém-se estável em ambos os mercados, mas pode sofrer ajustes em zonas periféricas ou em edifícios menos qualificados, à medida que os ocupantes procuram espaços modernos e sustentáveis.
  • Foco em Sustentabilidade e Eficiência:
    A sustentabilidade tornou-se um fator decisivo, com ocupantes e investidores a privilegiarem edifícios certificados e eficientes energeticamente. Projetos futuros tendem a incorporar soluções tecnológicas, espaços verdes e serviços que promovam o bem-estar dos utilizadores.
  • Adaptação ao Novo Normal:
    O mercado ajusta-se ao impacto do teletrabalho e da digitalização, com redução da área média por operação e maior procura por espaços flexíveis e colaborativos. A reconfiguração dos espaços e a aposta em edifícios sustentáveis serão tendências marcantes nos próximos anos.

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