Mercado de Escritórios em Lisboa e Porto – 1º Semestre de 2025
Lisboa
O mercado de escritórios em Lisboa manteve-se dinâmico no primeiro semestre de 2025, com uma absorção total de 83.835 m², impulsionada por grandes negócios como o pré-arrendamento do Banco de Portugal (32.000 m² em Entrecampos). O que contribuiu para que a zona 2, fosse a zona com mais procura com uma absorção de 43.090 m², seguida da zona 6 com 16.466 m² de área absorvida.
A taxa média de disponibilidade situou-se nos 8,28%, com variações entre 3,96% (Zona 4) e 15,73% (Zona 6), refletindo maior pressão por espaços nas zonas centrais e maior oferta nas zonas periféricas.
O pipeline de novos projetos é robusto, com 282.871 m² previstos até 2028, especialmente nas zonas 3, 6 e 1. A aposta em edifícios certificados (LEED, BREEAM, WELL) reforça a tendência de sustentabilidade no setor.
A renda prime atingiu os 30 €/m²/mês, enquanto a renda média se fixa em 23,00 €/m²/mês.
Porto
No Porto, a absorção foi de 9.515 m² no primeiro semestre de 2025, distribuída por 23 operações, com área média de 413,7 m² por operação. A zona CBD Baixa foi a mais ativa, confirmando a preferência por localizações centrais.
A taxa de disponibilidade manteve-se estável em 8,5%, indicando equilíbrio entre oferta e procura. A oferta total ronda os 425.587 m², com tendência para renovação e modernização dos espaços existentes.
A renda prime atingiu os 20 €/m²/mês, enquanto a renda média se fixa em 16,00€/m²/mês.
Tendências Futuras
O mercado de escritórios em Portugal está a passar por uma fase de transformação, marcada por várias tendências que deverão moldar os próximos anos:
- Crescimento Sustentado da Oferta Qualificada:
Lisboa apresenta um pipeline robusto, com mais de 282.000 m² previstos até 2028, e edifícios cada vez mais sustentáveis e certificados. Dos escritórios previstos concluir até 2026, verificamos que 50% já estão pré-arrendados, o que reforça o interesse por edifícios de qualidade, sustentáveis e com certificação. - Procura por Localizações Centrais e Flexibilidade:
Zonas como Entrecampos, CBD Baixa e CBD Boavista mantêm-se como as mais procuradas, devido à acessibilidade e serviços. - Pressão Sobre a Renda Prime:
A renda prime continua a crescer, especialmente em Lisboa, onde atinge os 30 €/m²/mês. No Porto, a renda prime chega aos 20 €/m²/mês, com potencial de valorização à medida que aumenta a procura por qualidade. - Taxa de Disponibilidade Estável, mas com Ajustes Locais:
A taxa de disponibilidade mantém-se estável em ambos os mercados, mas pode sofrer ajustes em zonas periféricas ou em edifícios menos qualificados, à medida que os ocupantes procuram espaços modernos e sustentáveis. - Foco em Sustentabilidade e Eficiência:
A sustentabilidade tornou-se um fator decisivo, com ocupantes e investidores a privilegiarem edifícios certificados e eficientes energeticamente. Projetos futuros tendem a incorporar soluções tecnológicas, espaços verdes e serviços que promovam o bem-estar dos utilizadores. - Adaptação ao Novo Normal:
O mercado ajusta-se ao impacto do teletrabalho e da digitalização, com redução da área média por operação e maior procura por espaços flexíveis e colaborativos. A reconfiguração dos espaços e a aposta em edifícios sustentáveis serão tendências marcantes nos próximos anos.



